Sunday, January 29, 2006

GÊNESE DE UM ESQUERDISTA II: A PUBERDADE

Ser burro é um direito de poucos. Desconfio que haja uma parcela bem pequena, em toda a humanidade, de pessoas com uma verdadeira deficiência cognitiva, ou um problema cerebral realmente comprometedor. O que na verdade existe é preguiça! E muita! Se o sujeitinho ouviu que “o rico fica cada vez mais rico e o pobre cada vez mais pobre”, toma a frase por verdade auto-evidente e daí pra virar militante petista, como trair e coçar, é só começar.
Ele não se dará ao trabalho de investigar se a estória é mesmo assim. Pra quê? Se o professor já falou e os amiguinhos confirmaram. Pra que dar trabalho aos neurônios, se podem ter melhor uso discutindo o resultado da partida futebolística de Catuxoba do Norte x Paradunçava de Fora?
Pensar é um esforço de coragem! Implica muitas horas subtraídas à mesa do bar, disposição para a impopularidade, sinceridade e determinação para a suprema iconoclastia: apontar os pés de barro do ídolo socialista. Afinal toda a grande imprensa, universidades e Igreja, por mais que o PT queira fazer pensar diferente, são unânimes – a voz de Marx é a voz de Deus; e ai do pobre coitado que ousar enfrentar tais forças, será apontado como pária por todos e em todo lugar, afinal, ele não tem o pedigree socialista, não é mesmo?
Na verdade, os petistas e congêneres, desde o início, têm uma grande vantagem, seus argumentos tão emocionais quanto tolos, são dispensados de qualquer verificação na realidade: se os fatos não se explicam pela teoria (socialista), danem-se eles! O que vale é o desejo do paraíso terreno, onde os irmãos se abraçarão fraternalmente, enlevados por uma música celestial, enquanto os passarinhos catam nas matas verdejantes por sob o agradabilíssimo sol tropical. Onde compro a passagem? Eu também quero!
Porém ninguém olha que se nos livros de história, a condição do trabalhador que, de sol a sol, praticamente sem feriado ou diversão ganhava o mínimo para seu sustento, hoje, o capitalismo – esse grande injustiçado - põe uma televisão e celular em cada barraco de favela. Gordo, o proletariado nacional, segundo dados do próprio IBGE do governo Lula, reclama do estado o vale-motel. E por aí se vai...
O problema com o Brasil é que ele não deixa o Liberalismo fazer o seu trabalho. Enganado, o povo, o mesmo que elegeu Barrabás, ainda acredita, bobamente, que o desacerto é capitalismo demais. Não é. A tolice, em terras tupiniquins, é capitalismo de menos, como já avisava o saudoso e vidente Mário Covas: “O Brasil precisa de um choque de capitalismo”.
O PT, e os “piçóis”, querem mais estado. Estado com controle da economia é o sonho dourado de todo socialista. Sob a desculpa de criar uma sociedade mais justa, se financia, com o dinheiro da Nação, os projetos políticos de um grupo e, mais especificamente, de alguns sórdidos indivíduos. Então, deixe-se de ser imbecil – falar contra privatizações, por exemplo, é ser cúmplice de um atentado ao cidadão, como veremos no desenvolvimento deste texto.
O relatório parcial da CPI dos Correios (http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=78624&pesq=relatóriocpicorreios) foi assim resumido, em uma entrevista, pelo seu relator, Osmar Serraglio: “Há dinheiro público no valerioduto. Ele veio de uma estatal, o Banco do Brasil, e foi colocado nas mãos de um partido”.
A revista “Veja”, edição 1937, afirma: “O relatório de Serraglio afirma que o pagamento de propina a deputados da base aliada, em troca de votos para o governo, não só existiu – inclusive na forma de semanão, semestrão ou parcelão único – como trouxe consigo uma coleção de crimes destinados a viabilizá-lo. Entre eles: licitações dirigidas, uso de notas frias e tráfico de influência.” Que bonito, não? Pra cometer um crime, vários outros são praticados. De fato, o texto produzido pelo relator, comenta a desculpa esfarrapada que “justifica” o desvio de dinheiro como sendo empréstimos: “Qual a lógica de uma empresa de publicidade tomar emprestado dinheiro no sistema bancário, com juros elevados, e emprestá-lo a um partido político, sem prazo de pagamento nem definição do seu percentual de remuneração?”
Não sei se morra de rir ou se pule, com toda a raiva, em cima do pescoço do sujeito que, copiando o supremo apedeuta - Lula -, afirma com toda convicção, até indignado, de que “não há provas”. Ora, a CPI, com a ajuda da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público, cruzou dados de declarações de renda, extratos bancários, contas de telefone, contratos de estatais e empresas públicas, e depoimentos, e o fdp, junto com seu presidente, vem me falar de que não há provas? Ah, vá procurar sua turma!
Em um Estado mínimo, a intervenção do governo e, muito consequentemente, seu poder, é também mínimo. Ora, isso é tudo que o PT-Piçol não quer; Estado grande significa poder e influência em várias esferas econômicas e políticas. Mauricio Marinho, aquele funcionário dos Correios que explicou direitinho como funciona o esquema e iniciou, inadvertidamente, o desmascaramento do PT-Piçol, mostrou que as estatais impõem aos seus fornecedores “doações” compulsórias para o financiamento de campanhas petistas: “Quantos candidatos vamos ter ao Senado, a deputado federal? O que vamos dar a cada um? O que compete aos Correios, à Infraero, à Eletronorte, à Petrobras, entendeu?” (grifo nosso em matéria da “Veja”, edição 1937).
E falando em Petrobrás, vocês viram que bonitinho o patrocínio da empresa do “Petróleo é do PT” ao MST? O rico dinheirinho de nossos impostos, que falta para comprar remédio nos hospitais e pra pagar o miserável salário dos professores, abunda (eita!) quando se trata de financiar a baderna festiva da invasão da propriedade alheia. E não é que a estatal pagou anúncios na revista dos Sem-Terra, enchendo os bolsos daqueles criminosos, bastião do movimento esquerdista? (Veja; edição 1939).
Acreditar no movimento socialista... Ninguém tem o direito de ser tão burro!

Saturday, January 07, 2006

GÊNESE DE UM ESQUERDISTA


Eu sempre quis saber se existe um gene petista, ou esquerdista, dormente em cada um, somente à espera da situação ideal que irá despertá-lo, tal como um semi-analfabeto candidatando-se à presidência da república, por exemplo. Senão, como explicar o populacho que foi em procissão à Brasília, reverenciar o messias que o levaria à nova Canaã, a um tempo de paz e prosperidade jamais vistas?
Após longa pesquisa teórica e de campo, entrevistei patricinhas e mauricinhos que, obedecendo a seu ancestral instinto gregário, reúnem-se, os mais pacíficos, em rodinhas de violão, e os mais agressivos, participam sempre de intimidantes grupos maiores, com os rostos pintados para a batalha quando, ao som de Elba Ramalho, Wanessa Camargo e Leonardo, prometem, com toda a força de seus pulmões, “mudar a situação que aí está”. Com oportunidade de acasalamento em toda esquina, e chapados de álcool e fumo, dão a este evento dionisíaco o nome de “comício”; pretendem, também, que se reconheça na festa, o caráter de protesto social, o que achei um tanto contraditório...
São facilmente identificáveis os fatores pelos quais a burguesada vota no PT e congêneres. À primeira vista, soa estranho que os quase e os bem-nascidos, teoricamente propensos a manter o status quo que em tese os beneficiaria, votem contra sua própria classe social. Mas é preciso daquela fé cega que os levou e ao seu profeta ao Planalto, e uma burrice ímpar, para acreditar no conceito marxista de “luta de classes”. Afinal, como disse alguém, “socialismo é um sistema que só funciona no Céu, onde não se precisa dele, e no Inferno, onde ele já existe”.
O primeiro destes fatores é uma religiosidade tosca (!). Explico-me. O fulano cansou da boa e velha virtude da caridade. Acha ela muito morosa e ineficaz. Desistiu de ajudar pessoalmente, um a um, os carentes que se lhe aparecem e, ingênuo e impaciente, toma para si a tarefa de reformar a sociedade em benefício dos pobres e necessitados, assim poderia ajudar a todos de uma vez só. Crente, crê estar fazendo a vontade de Deus; ateu, acredita-se a própria divindade.
O segundo é a burrice. Que tanto pode ser uma cegueira intelectual patológica como uma preguiça mental dos diabos. Uma pergunta, simplesmente não é feita pelos que se contentam com as respostas da mídia e academia que são, todas elas, salvo honrosas e raras exceções, esquerdistas – Que faz os países ricos serem ricos e os pobres serem pobres? A coragem de se fazer e estudar esta questão, admitindo as conseqüências de suas respostas é o que se traduz por honestidade intelectual, que implicará em uma firme tomada de posição política perante a situação em que se encontra nosso país e o mundo todo.
O ser humano não é essencialmente bom, apesar do que afirmam os mais inocentes. Engenharia social alguma mudará isso, no máximo, como já acontece, sob o pretexto de garantir a tal da “igualdade social”, criará outras classes de privilegiados. Pena que bem poucos atentem para o fato que o “politicamente correto” já está criando instituições que atribuem injustas vantagens a alguns, como o regime de cotas raciais, por exemplo. Se o próprio IBGE já constatou que a proporção entre a população se repete nas universidades, então se entende que o falso problema foi criado por Lula e Ong´s do tipo “Fala Preta” para justificar, no final das contas, os muitos benefícios que, com toda certeza, ainda irão exigir, e, não esqueçamos, o dinheiro que recebem.
Que os países capitalistas deram certo e os socialistas afundaram, já é óbvio. Entretanto, isso não é garantia de que não vão fazer experiências econômicas às nossas custas. Pra quem não se recorda, o nosso país já foi mais socialista do que agora – lembram-se do Plano Cruzado e seu tabelamento de preços? Resultado: prateleiras de mercadorias vazias. O capitalismo, lastreado em seu axioma fundamental de liberdade de trocas econômicas e de pensamento, segue sendo o meio mais eficaz de produção e distribuição de riqueza. De memória muito curta, o povo esquece da era pré-Collor, antes da abertura, onde nossos carros eram carroças e os produtos nacionais, caros e sem qualidade, não tinham a concorrência dos importados, sendo a economia controlada pelo estado. Hoje, apesar da ex-terrorista Ministra das Comunicações, telefone é barato; perguntem aos seus pais quanto custava uma linha e quanto tempo demorava até sua instalação...
P.S.: Coincidentemente, vejo na TV, Fernanda Tavares, que só poderia ser modelo, como um belo exemplo daquela classe média com um bocó complexo de culpa social, chorar horrorizada, o que para ela deve ser um secreto indicativo de superioridade espiritual, ao ver beltrano usando um casaco de pele, ao mesmo tempo em que se orgulha de participar do programa “Fome Zero”, aquele mesmo que, criado por Betinhos, Lulas et caterva, foi desmoralizado pelos dados mais recentes do IBGE (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=3211)